Polícia prende magnata muçulmano suspeito de ligação com atentado contra cristãos do Sri Lanka

O número de mortos nos atentados terroristas que aconteceram simultaneamente no último domingo, 21 de abril, durante a celebração da Páscoa no Sri Lanka chegou a 359. Enquanto isso, a Polícia avançou na investigação e prendeu um magnata suspeito de participar do planejamento.

O conjunto de explosões, que teve sua autoria reivindicada pelo Estado Islâmico, deixou também 500 feridos. Segundo a rede de TV CNN, o empresário preso é pai de dois dos homens-bomba que ficaram responsáveis pelas detonações em dois pontos distintos.

Mohammed Ibrahim, que fez fortuna negociando temperos, foi detido pela suspeita de auxílio e cumplicidade com seus filhos, sendo que um deles, Ilham Ahmed Ibrahim, á havia sido preso pela polícia do Sri Lanka antes dos ataques, mas foi solto, segundo um oficial do governo do país. No último domingo ele foi responsável pela bomba que explodiu um hotel, o Cinnamon Grand.

De acordo com informações do G1, a Polícia fez uma incursão em uma casa de Mohammed Ibrahim, e, lá, uma mulher detonou um colete explosivo assim que os policiais entraram, matando a si mesma, seus dois filhos e os agentes de segurança.

Até agora, oito dos terroristas responsáveis pelos ataques já foram identificados, segundo o primeiro-ministro do Sri Lanka, Ranil Wickremesinghe. Ele revelou que os terroristas eram de classes média e alta e haviam estudado em outros países. Esse perfil foi adjetivado pelo político como “surpreendente”.

Wickremesinghe acrescentou que vários deles estavam sendo monitorados antes dos ataques, mas não havia evidência suficiente para justificar prisões, e por esse motivo, o governo ficou impedido de agir preventivamente.

Já nesta quinta-feira, 25 de abril, a força-tarefa que investiga os atentados prendeu três pessoas e apreendeu 21 granadas, segundo informações da agência Reuters. No entanto, as autoridades não deram detalhes da operação e nem informaram se há ligação com as explosões do domingo de Páscoa.